não, 
não afastes a boca da minha orelha.

derrama dentro dela aquilo que não consegues dizer em voz alta.

e eu digo:

- as tuas mãos queimam-me a fala.

tu sorris, dizes:

- vem , sem medo, pela aridez do meu corpo.

no fundo de mim existe um poço onde guardo a tua imagem.

 é tempo de te devolver. 

é tempo de te reconheceres nela.




Al Berto
Postar um comentário

Postagens mais visitadas