Não leve a mal se lhe digo que teria sido melhor não a ter conhecido, afinal. 

Teria sido melhor nunca me ter perdido no seu olhar, nos seus gestos, na sua voz, na sua inteligência, no seu corpo. 

Teria sido melhor não levar daqui este peso na alma que segue junto com as bagagens, este peso da memória que dias inteiros e noites a fui me há-de perseguir lá, no Equador. 

Teria sido melhor que nunca nada tivesse acontecido que faz com que até o fim dos meus dias viva a pensar como teria sido uma vida inteira vivida ao seu lado. 






Miguel Sousa Tavares
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Tudo é vário. Temporário. Efêmero. Nunca somos, sempre estamos!