"Eis minha epifania: quem era eu na sua vida, na minha vida, na nossa história?
 O que tinha restado de mim depois de viver tão imersa e imensamente o nosso encontro?
 E onde eu caberia nos seus planos do “eu vou fazer, eu vou realizar, eu vou conseguir, eu vou viajar”? 

E o que EU imaginava pro meu futuro? 

Simplesmente eu passei a morar no teu abraço e, depois de algum tempo, seus braços me acorrentaram e eu sufoquei minha respiração no travesseiro, noite após noite para que dormíssemos juntos na posição mais confortável pra você.

 Nunca pensei que alguém pudesse perder a própria identidade em tantas sutilezas. 

Deixei minha solidão de lado pra me sentir desacompanhada por mim mesma, ao seu lado.

Ainda vivemos. 
Mas um tempo de nós acabou. 
Uma fase precisa crescer. 
E amores grandiosos demais precisam de um mínimo de maturidade pra sobreviver.


Que assim seja!"



Marla de Queiroz
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Tudo é vário. Temporário. Efêmero. Nunca somos, sempre estamos!