Coisas que não passam. 
Há quem diga que dentro da cabeça, eu não sei onde. 
Coisas que de vez em quando voltam e por isso, só por isso, 
se sabe que não passam. 
Coisas que nos agarram por
detrás da nuca, frente a um espelho, sem qualquer propósito, 
e só nos deixam sem querermos. 
Pequenos rogos, doces chamamentos, 
partidas muitas, asperezas, ciúmes, vícios, abraços ternos,
despedidas, raivas, tédios, pequenos espantos, sobressaltos. 
Coisas que não passam, há quem diga que dentro da cabeça. 
Eu não sei onde 





Pedro Paixão
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Tudo é vário. Temporário. Efêmero. Nunca somos, sempre estamos!