Entre a folha branca e o gume do olhar


a boca envelhece


Sobre a palavra 


a noite aproxima-se da chama


Assim se morre dizias tu 


Assim se morre dizia o vento acariciando a cintura 


Na porosa fronteira do silêncio 


a mão ilumina a terra inacabada






Eugénio de Andrade
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Tudo é vário. Temporário. Efêmero. Nunca somos, sempre estamos!