Somos sobreviventes. 
A vida que quisemos, não a tivemos. 
Aquela que temos, não a escolhemos. 
Veio-se-nos. 
Faltou-nos só uma vocação, essa para vivermos a única vida que realmente nos importava. 
Todas as outras permanecem para sempre marcadas por um selo de morte e insuficiência. 
O tempo que resta, passamo-lo a tentar digerir esse monstruoso fracasso, a evitar transformar-nos a nós próprios em monstros de ressentimento. 
Não, nós não queríamos ser humanos. 
E agora, não queremos outra coisa, à falta daquilo em que não fomos capazes de nos tornar.”




Bénédict Houart
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Tudo é vário. Temporário. Efêmero. Nunca somos, sempre estamos!