Nos dias nevoentos fecho as janelas, acendo a luz forte e deito-me no tapete. 
Leio ou penso. 
Ou então fumo, enquanto as camadas de silêncio se sobrepõem, e as mais pesadas descem e as mais leves se tornam pesadas, até ser impossível destruir o silêncio. 





Herberto Helder
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Tudo é vário. Temporário. Efêmero. Nunca somos, sempre estamos!