todo o amor do mundo não foi suficiente porque o amor não serve de nada.

ficaram só os papéis e a tristeza, ficou só a amargura e a cinza dos cigarros e da morte.

os domingos e as noites que passamos a fazer planos não foram suficientes e foram

demasiados porque hoje são como sangue no teu rosto, são como lágrimas.

sei que nos amamos muito e um dia, quando já não te encontrar em cada instante, em cada hora,

não irei negar isso. não irei negar nunca que te amei. nem mesmo quando estiver deitado,

nu, sobre os lençóis de outra e ela me obrigar a dizer que a amo antes de a foder.






 José Luis Peixoto,
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