quinta-feira, 7 de julho de 2016


O que o acordou foi o silêncio. 

Primeiro, o do despertador que não tocou à hora combinada todas as manhãs. 

Depois, o de outra respiração, que devia ouvir e não ouvia.

 Estendeu a mão para o quente do outro lado da cama e encontrou o frio. 

Apalpou e encontrou vazio.

 Então, sim, despertou completamente.





Miguel Sousa Tavares
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