Esta noite o vento ceifa os bosques e

uma raiva sacode a terra. 

Se a voz do mar chamasse pelas velas, os estreitos aguardariam um naufrágio. 

E se dissesses o meu nome eu morreria de amor.


Devo, por isso, afastar-me de ti ― não

por ter medo de morrer (que é de já não

o ter que tenho medo), mas porque a chuva

que devora as esquinas é a única canção

que se ouve esta noite sobre o teu silêncio. 





Maria do Rosário Pedreira
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Tudo é vário. Temporário. Efêmero. Nunca somos, sempre estamos!