E acontece o céu.

 

“Nas madrugadas em que descobrimos o prazer, os lençóis agarram-se aos corpos, as mãos procuram a pele em desespero, e até a felicidade se encolhe para nos poder entender.

 Tu ensinas-me a encontrar o interior das tuas pernas, o espaço em que todos os orgasmos se reúnem, depois há toda uma textura ... 

para procurar, as rugas sapientes do redor dos teus olhos, o toque macio de todas as curvas do teu peito, até que a verdade absoluta se impõe. 

Toda tu me puxas para dentro de ti e todo eu me empurro para o calor do teu ventre. 

E acontece o céu. 




Há uma linha fina de suor a unir a cabeceira ao fundo da cama, 

e a maior injustiça da vida é tu existires e seres mortal. “







[Pedro Chagas Freitas]
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Tudo é vário. Temporário. Efêmero. Nunca somos, sempre estamos!