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Mostrando postagens de Novembro, 2015
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"Quando se tem sensibilidade na alma, todas as rupturas são dolorosas."

António Almeida
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venho dormir junto de ti e o meu corpo é uma coisa diferente do que se vê ou toca ou sente; é, fora de mim, essa coluna de ar onde respiro, olhos que beijam o teu corpo exacto, as muitas mãos que dobram o teu rosto. Um deus que dorme, um deus que dança, e mais que um mero deus, o breve amor do tempo.

António Franco Alexandre

o mundo está perdido

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Fôssemos merecidos de água, de chão, de rãs, de árvores, de brisas e de garças!
Nossas palavras não tinham lugar marcado.  A gente andava atoamente em nossas origens.
Só as pedras sabiam o formato do silêncio.  A gente não queria significar, mas só cantar.
A gente só queria demais era mudar as feições da natureza.  Tipo assim: Hoje eu vi um lagarto lamber as pernas da manhã.  Ou tipo assim: Nós vimos uma formiga frondosa ajoelhada na pedra.
Aliás, depois de grandes a gente viu que o cu de uma formiga é mais importante para a humanidade do que a Bomba Atômica.



Manoel de Barros.

Assimilar-te...

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Assimilar-te: ser perfume na tua pele.

Albano Martins
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Uma alma cheia de luz, pronta pra explodir fogos de artifício numa noite de lua cheia.  A fé pendurada no pescoço.  Fita do Bonfim no tornozelo.  Barra da saia carregada de esperanças, nos olhos a cor da paz tão esperada.  Estende os braços pra sentir vento.  Um abraço de esculpir sorrisos.  Um sentimento faz claridade nos olhos até a pupila parecer arco-íris.  Suspiro.  É mudança.  Muitas, vês?  Já escolhi o destino...



Caio F
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Jamais saberei os detalhes infinitos do teu corpo nu .
José Luís Almeida
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"Aqui, junto a janela, o ar é mais calmo.
Estrelas, estrelas, rezo."



Clarice Lispector

Paz! Paz na Terra aos Homens de Boa Vontade,

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É permissível a cada um de nós morrer pela sua fé, mas não matar por ela.

Hermann Hesse
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Mate os meus demônios e meus anjos podem morrer também.” 



Tennessee Williams

Adeus não... Até breve!

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"Morrer talvez seja voltar para a poesia"

João Guimarães Rosa,
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“Comecei a amar-te no dia em que te abandonei.
Foram as palavras dele quando, dez anos depois, a encontrou por mero acaso no café. Ela sorriu, disse-lhe “olá, amo-te” mas os lábios só disseram “olá, está tudo bem?”. Ficaram horas a conversar, até que ele, nestas coisas era sempre ele a perder a vergonha por mais vergonha que tivesse naquilo que tinha feito (como é que fui deixar-te? como fui tão imbecil ao ponto de não perceber que estava em ti tudo o que queria?), lhe disse com toda a naturalidade do mundo que queria levá-la para a cama. Ela primeiro pensou em esbofeteá-lo e depois amá-lo a tarde toda e a noite toda, de seguida pensou em fugir dali e depois amá-lo a tarde toda e a noite toda, e finalmente resolveu não dizer nada e, lentamente, a esconder as lágrimas por dentro dos olhos, abandonou-o da mesma maneira que ele a abandonara uma década antes. Não era uma vingança nem sequer um castigo – apenas percebeu que estava tão perdida dentro do que sentia que tinha de ir para longe …