Sinto o crepúsculo nas minhas mãos. 
Chega através do loureiro doente. 
Não quero pensar, nem ser amado, nem ser feliz, nem recordar.
Só quero sentir esta luz nas minhas mãos e desconhecer todos os rostos e que as canções deixem de pesar no meu coração e que os pássaros passem diante dos meus olhos e eu não note que se foram.




Antonio Gamoneda
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Tudo é vário. Temporário. Efêmero. Nunca somos, sempre estamos!