Às vezes naufragar é mais prudente do que continuar remando. 
Na vida nem todas as coisas são superáveis, possíveis, continuáveis. 
Uma perda, um final, uma agressão, uma dor, um trauma. 
Nem sempre vale a pena prosseguir. 
Saber o momento de largar as armas, soltar a corda, declarar cansaço e desistência. 
Continuar no mais das vezes equivale a apostar em um jogo que inevitavelmente iremos perder: o tempo, o espaço, a coerência, o amor próprio, outras alturas. 
Às vezes é necessário desistir, sentir o gosto da derrota, sem pensar o que se poderia fazer mais. 
O problema é que pensamos. 
O ruim é saber o momento correto. 
Precisamos saber o imenso de mar em que moramos e desmoronamos. 

Se navegar é preciso, naufragar é essencial.






Guilherme Antune




***Lindo!!!!!!!
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Tudo é vário. Temporário. Efêmero. Nunca somos, sempre estamos!