A vida, como um comentário de outra coisa que não alcançamos, e que está aí ao alcance do salto que não demos.

A vida, um balé sobre um tema histórico, uma história sobre um fato vivido, um fato vivido sobre um fato real.

A vida, fotografia do número, possessão nas trevas (mulher, monstro?), a vida, proxeneta da morte, esplêndido baralho, tarô de claves esquecidas que umas mãos reumáticas rebaixam a uma triste paciência solitária.




 Julio Cortázar
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Tudo é vário. Temporário. Efêmero. Nunca somos, sempre estamos!