despi devagar o calor de dizer o teu nome no silêncio do quarto
o aconchego de se ainda voltasses abre-se em palavras surdas
depois de improviso percorro a solidão ao espelho
como se, ao olhar muito te visse preso na pele dos dedos
inacabado e à deriva nos meus olhos


Maria Sousa
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Tudo é vário. Temporário. Efêmero. Nunca somos, sempre estamos!