Eu não tenho muitas respostas e as que tenho são impermanentes, como os invernos, os dias de céu de cara amarrada, os lugares de dor, os abismos todos, o bom uso das asas, os fios desencapados, as medidas e as desmedidas. 
Tudo passa, o que queremos e o que não queremos que passe, a tristeza e o alívio coabitam no espaço desta certeza.
Eu não tenho muitas respostas. 
O que eu tenho é fé. 
A lembrança de que as perguntas mudam.
 Um modo de acreditar que os tiquinhos de sol possam sorrir o suficiente para desarmar a sisudez nublada de alguns céus. 
E uma vontade bonita, toda minha, de crescer.”




— Ana Jácomo
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Tudo é vário. Temporário. Efêmero. Nunca somos, sempre estamos!