E a história humana não se desenrola apenas nos campos de batalhas e nos gabinetes presidenciais.

 Ela se desenrola também nos quintais, entre plantas e galinhas, nas ruas de subúrbios, nas casas de jogos, nos prostíbulos, nos colégios, nas usinas, nos namoros na esquina.

 Disso eu quis fazer a minha poesia. 

Dessa matéria humilde e humilhada, dessa vida obscura e injustiçada, porque o canto não pode ser uma traição à vida, e só é justo cantar se o nosso canto arrasta consigo as pessoas e as coisa que não tem voz.



Ferreira Gullar
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Tudo é vário. Temporário. Efêmero. Nunca somos, sempre estamos!