"Eu sou vários. Há multidões em mim.
Na mesa de minha alma sentam-se muitos, e eu sou todos eles. 
Há um velho, uma criança, um sábio, um tolo.
Você nunca saberá com quem está sentado ou quanto tempo 
permanecerá com cada um de mim.
Mas prometo que, se nos sentarmos à mesa, nesse ritual sagrado 
eu lhe entregarei ao menos um dos tantos que sou, e correrei os 
riscos de estarmos juntos no mesmo plano.
Desde logo, evite ilusões: também tenho um lado mau, ruim, 
que tento manter preso e que quando se solta me envergonha.
Não sou santo, nem exemplo, infelizmente. 
Entre tantos, um dia me descubro, um dia serei eu mesmo, 
definitivamente.
Como já foi dito: ouse conquistar a ti mesmo."



 Nietzsche 
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Tudo é vário. Temporário. Efêmero. Nunca somos, sempre estamos!