O tom da tua pele põe-me louco.
O desejo consumido até ao sangue.
Se o corpo em tua fuga resta exangue
E o mal vindo de ti me sabe a pouco.

Não negues ou silencies os sentimentos
Nem penses em fugir-me a contragosto
Escondendo as emoções em espelho e rosto
Iludindo a tempestade com os seus ventos.

Será que o meu amor é inimigo 
De todo o teu rigor acostumado 
A ter da vida só o desabrigo?

Triste de mim, da sorte deserdado 
Pois tão depressa foges e eu te sigo 
Como pisas o meu coração atormentado.



Maria Teresa Horta
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Tudo é vário. Temporário. Efêmero. Nunca somos, sempre estamos!