Desejo antigo...



Era um desejo antigo. As mãos. Dar as mãos. Só as mãos. Não olhar, não falar, não explicar, não pretender saber nada. Dar as minhas mãos a um desconhecido numa sala de cinema. Ou numa sala de teatro, tanto faz, desde que fosse uma sala pouco iluminada, onde só uma ténue luz encobrisse tudo para poder sentir tudo ainda mais. Sentir tudo através de uma mão. De duas mãos dadas. Dois desconhecidos de mãos dadas.



Pedro Paixão
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Tudo é vário. Temporário. Efêmero. Nunca somos, sempre estamos!