Você é uma boa notícia.


Desenhei você dentro da esperança mais casta. 
E te esperei na manhã inaugurada pela paciência cultivada. 
Sei que precisava estar pronta enquanto o seu ser se preparava para ter coragem porque você sabe dos meus longos voos e da intensidade de cada mergulho. 
Escrevi nossa história em páginas de amor reciclado. 
Reaproveitei meu passado até deixá-lo ir: fiquei com o aprendizado. 
E guardei todo o espaço em branco para que preenchêssemos juntos. 
Inteiros. 
Certeiros na carícia arrendondada de cada frase. 
Incoerentes, mas coesos. 
Pacientes, mas entusiasmados. 
E, agora sabes que, juntos, teremos todas as licenças poéticas para, de mãos dadas, fluir lado a lado.
Te recebo, aceito e agradeço.

Você é uma boa notícia.


Marla de Queiroz
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Tudo é vário. Temporário. Efêmero. Nunca somos, sempre estamos!