vEm...


Vem dos vales a voz. Do poço.

Dos penhascos. Vem funda e fria
Amolecida e terna, anêmonas que vi:
Corfu. No mar Egeu. Em Creta.
Vem revestida às vezes de asperezas.
Vem com brilhos de dor e madrepérola
Mas ressoa cruel e abjeta
Se me proponho ouvir. Vem do Nada.
Dos vínculos desfeitos. 
E sibilante e lisa
Se faz paixão, serpente, e nos habita.



H.H. III. Do Desejo. Da Noite
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Tudo é vário. Temporário. Efêmero. Nunca somos, sempre estamos!