devorar-te pela ternura, pelos olhos, e pelos silêncios....

quando a ternura
parece já do seu ofício fatigada, e o sono, a mais incerta barca,
inda demora, quando azuis irrompem
os teus olhos e procuram
nos meus navegação segura, é que eu te falo das palavras
desamparadas e desertas, pelo silêncio fascinadas





Eugénio de Andrade
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Tudo é vário. Temporário. Efêmero. Nunca somos, sempre estamos!