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Mostrando postagens de Setembro, 2013
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Queima tudo, incendeia-me mais. Beija os vastos desertos da minha combustão. Não digas nada. Ao crepúsculo, conduz-me ao redil, faz soar os guizos, canta junto ao moinho de vento.




José Agostinho Baptista
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A maneira mais absoluta de aceitar alguém ou alguma coisa seria justamente não falar, não perguntar - mas ver. 
Em silêncio...



Caio Fernando Abreu

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Quem dera eu pudesse bater meus sapatos vermelhos e ir de volta pro mundo dos meus sonhos, onde eu deixei minha inocência, minhas ilusões e minha capacidade de encantar-me com o comum.  Quisera eu ainda ter uma latinha onde esconder meus "tesouros", um relógio de corda, um camafeu e um broche, minha riqueza, meu mundo escondido embaixo da cama...  Onde estará guardado o meu coração de menina?  Tal qual Dorothy, quero voltar pro lar de mim, com meus sapatinhos de boneca e minha alma de criança...



Mágico de Oz

talvez as 'pedras' nasçam dos vazios... ou, pelos vazios, os corações tornam-se de pedras...

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(...) Se o teu ouvido se fechou à minha boca poderei escrever ainda poemas de amor? A arte de amar não me serve para nada.
Um fogo em luz transformado. Subitamente, a sombra. (...)


Casimiro de Brito
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Despe-te não há outro caminho.



Eugénio de Andrade,
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As cartas que escrevi pra acabar com ele mandei só pra mim.
 Deve ser por isso que estou acabada. 


Tati Bernardi

Em que espelho ficou perdida a minha face?

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"Continuando:  somos muitos ao mesmo tempo, somos aqueles que sonhamos, mas sobretudo aquilo que tememos e que desejamos."

Manuel António Pina
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...afogar-se às vezes é morrer em líquidas palavras que nunca dizemos...



Silvia Chueire
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As plantas acenavam ao vento de agosto, nas suas hastes finas e verdes. E disse-me a mais faladora de todas, alta e trigueira: - Dás-me dez anos da tua vida? Eu só tinha cinco anos, pus-me a contar pelos dedos, vi que ia ficar com muito pouco. - Dou - disse eu. E ainda hoje, que nunca mais soube de mim, vou com o vento, balouçando. E agosto é todo o ano para mim.


Ruy Belo
*E setembro sempre me cheira a saudade!

devorar-te pela ternura, pelos olhos, e pelos silêncios....

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quando a ternura parece já do seu ofício fatigada, e o sono, a mais incerta barca, inda demora, quando azuis irrompem os teus olhos e procuram nos meus navegação segura, é que eu te falo das palavras desamparadas e desertas, pelo silêncio fascinadas




Eugénio de Andrade