Não digas nada, dá-me só a mão....


Não digas nada, dá-me só a mão. Palavra de honra que não é preciso dizer nada, a mão chega. 
Parece-te estranho que a mão chegue, não é, mas chega.

(...)
Gostava tanto que ma apertasses três vezes, depois eu apertava três vezes, depois tu apertavas quatro vezes, depois eu apertava-te quatro vezes e ficávamos que tempos assim, num morse de namorados.
 Fantasias. Desejos. 
Se calhar sou uma pessoa carente. 
Se calhar nem sequer sou carente, sou só parvo.




António Lobo Antunes,
Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Tudo é vário. Temporário. Efêmero. Nunca somos, sempre estamos!