Você indo embora...



Sentei-me
nos degraus do cais, em silêncio.
Lembro-me do som dos teus passos,
uma respiração apressada, ou um princípio de lágrimas,
e a tua figura luminosa atravessando a praça
até desaparecer.
Ainda ali fiquei algum tempo, isto é,
o tempo suficiente para me aperceber de que, sem estares ali,
continuavas ao meu lado. 
E ainda hoje me acompanha
essa doente sensação que
me deixaste como amada
recordação.



 Nuno Júdice

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Tudo é vário. Temporário. Efêmero. Nunca somos, sempre estamos!