Transbordar...



E já não eram sós, ambos somavam entre si, não importava mais quem era a primeira ou a segunda pessoa, por que eles eram um só, e todos questionavam-se sobre quem seria o sujeito e quem seria o predicado. 
Quem se conjugaria no pretérito e quem renunciaria, ou seria, a forma “mais que perfeita”. 
Conjugavam-se de maneira irregular explicitando suas diferenças, reconhecendo os fragmentos e os complementos. 
Buscavam a medida certa. 
E assim, reconheceram-se juntos, sem necessidade de mais nada para se completar, por que juntos, eles transbordavam.



O Teatro Mágico.  
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Tudo é vário. Temporário. Efêmero. Nunca somos, sempre estamos!