As pessoas têm de morrer; os amores de acabar. 
As pessoas têm de partir, os sítios têm de ficar longe uns dos outros, os tempos têm de mudar.

Sim, mas como se faz? Como se esquece? Devagar. É preciso esquecer devagar. 
Se uma pessoa tenta esquecer-se de repente, a outra pode ficar-lhe para sempre.

Podem pôr-se processos e ações de despejo a quem se tem no coração, fazer os maiores escarcéus, entrar nas maiores peixeiradas, mas não se podem despejar de repente. 

Elas não saem de lá. Estúpidas!



Miguel Esteves Cardoso
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Tudo é vário. Temporário. Efêmero. Nunca somos, sempre estamos!