domingo, 31 de março de 2013

Adeus!



Não vais acreditar na saudade que me possui. 
A razão principal é o meu amor e o facto de não me habituar a estarmos tão longe um do outro. (…) 
Os meus passos levam-me, verdade seja dita, ao teu quarto, mas não te encontrando aí, regresso de coração triste e não te encontrando aí, regresso de coração triste e desconsolado, qual amante rejeitado. 
Pensa tu o que tem sido a minha vida, quando só encontro o meu repouso na labuta, e o meu consolo no infortúnio e na angústia.

 Adeus



De Plínio, o Novo, 61 D.C. – 112 D.C, para Calpurnia, sua Mulher
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