Eu pulo muros de residências privadas e desfalco jardins só pra enfeitar os teus cabelos com rosas vermelhas. Eu arquiteto pessoas, orquestro situações inteiras a minha mente e tenho a sanidade de um louco. Pratico um tal de amor bandido e volta e meia tenho desejos suicidas. E, não menos importante, eu engano multidões, minto e ludibrio. Eu mato e morro por um amor que nem sequer existe. Eu te sufoco com minhas doces alucinações e te afogo em meus malditos poços de falso amor, até teu homicídio. Sim, eu me tornei um criminoso, o vilão da minha própria história… E, bom, me nomear como presidiário, é praticamente uma auto-condenação.



 João Amaral
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Tudo é vário. Temporário. Efêmero. Nunca somos, sempre estamos!