"E é-me indiferente estar aqui. 
Sempre que posso fujo, fujo no olhar que cegou o meu. Porque eu fujo e vou com tudo aquilo que me chama e me toca..... vou com as folhas das árvores no Outono da minha rua, vou com a noite à procura da manhã sobre o rio. 
Vou pelos arranha-céus acima e contemplo dos altos terraços o sono esbranquiçado dos mortos. 
Vou com o teu corpo que me desgasta a memória doutros corpos e me transforma em esquecimento… 
Vou, vou sempre, pela umidade dos cardos presos em tua boca."



Al Berto
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Tudo é vário. Temporário. Efêmero. Nunca somos, sempre estamos!