Doce, doce Manoel de Barros


E com o seu olhar furado de nascentes
O menino podia ver até a cor das vogais -
como o poeta Rimbaud viu.
Contou que viu a tarde latejar de andorinhas.
E viu a garça pousada na solidão de uma pedra.
E viu outro lagarto que lambia o lado azul do
silêncio


 Manoel de Barros
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Tudo é vário. Temporário. Efêmero. Nunca somos, sempre estamos!