Te amo mesmo que...:


Te amo como as begônias tarântulas amam seus congêneres, como as serpentes se amam enroscadas lentas, algumas muito verdes, outras escuras, a cruz na testa, lerdas prenhes, dessa agudez que me rodeia.

Te amo ainda que isso te fulmine ou que um soco na minha cara me faça menos osso e mais verdade.



Hilda Hilst,
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Tudo é vário. Temporário. Efêmero. Nunca somos, sempre estamos!