quarta-feira, 19 de dezembro de 2012


O tempo move-se, some-se. 
À janela do quarto, o homem vê esse movimento do tempo a sumir-se. 
Olha para os arrozais verdes do verão que passam de uns dias para os outros, mudando, amadurecendo; as laranjas que se tornam amarelas quando a terra arrefece devagar, por dentro; os sobreiros de repente em carne viva.




Herberto Helder,
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