sexta-feira, 7 de dezembro de 2012


(…) 
Com a ponta da língua pude sentir a semente apontando
sob a polpa. 
Varei-a.
 O sumo ácido inundou-me a boca.
 Cuspi a semente: assim queria escrever, indo ao âmago do âmago
até atingir a semente resguardada lá no fundo como um feto



Lygia Fagundes Telles,
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