Estamos ambos de pé, estamos ambos nus, diante do enorme espelho aí à largura dessa parede: e todo eu me escondo atrás do seu corpo, assim lhe mostrando como só o seu corpo ali merece refletir-se. (…). Mas os seus olhos apenas espiam, na superfície do espelho, o reflexo do meu rosto semioculto.



David Mourão-Ferreira
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Tudo é vário. Temporário. Efêmero. Nunca somos, sempre estamos!