Bilhete.... Na madrugada,


Saio da cama pela fenda do lençol e fecho-a sobre ti. 
Toco o chão ao de leve, como uma ave repousa na pele das ondas. 
Visto-me às escuras _ tão mais discreta a blusa do avesso, a saia tão distraída nas costuras. 
Vou para a cozinha de sapatos na mão e escrevo-te um bilhete: deixei-te um beijo sobre a tua almofada antes de sair.
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Maria do Rosário Pedreira
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Tudo é vário. Temporário. Efêmero. Nunca somos, sempre estamos!