Elas crescem em segredo, as crianças.


Escondem-se no mais oculto da casa para serem gato bravio, bétula branca.


Chega ao dia em que estás descuidado 
a olhar o rebanho que regressa


com a poeira da tarde, e uma delas, a mais bonita, aproxima-se em bicos de pés,

diz-te ao ouvido que te ama, que te espera sobre o feno....
A tremer vais buscar a caçadeira, e passas o resto da tarde a disparar

sobre as gralhas, inumeráveis, aquela hora....




Eugênio de Andrade
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Tudo é vário. Temporário. Efêmero. Nunca somos, sempre estamos!