Há uma roda de dedos no ar.
A língua flamejante.
Noite, uma inextinguível
inexprimível noite. 
Uma noite máxima pelo pensamento.
Pela voz entre as águas tão verdes do sono.
Antiguidade que se transfigura, ladeada
por gestos ocupados no lume.



Herberto Helder

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Tudo é vário. Temporário. Efêmero. Nunca somos, sempre estamos!