É por ti que se enfeita e se consome,

Desgrenhada e florida, a Primavera

É por ti que a noite chama e espera


És tu quem anuncia o poente nas estradas,

É o vento torcendo as árvores desfolhadas

Canta e grita que tu vais chegar.




Sophia de Mello Breyner Andresen
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Tudo é vário. Temporário. Efêmero. Nunca somos, sempre estamos!