Somos a carne de um fruto atordoado. Somos o dia aparatoso nas escadas, depois navios ancorados carregados de bruma...


Quando tens frio, risco-me como fósforo na tua pele ondulada. E dá-se o acidente nas gavetas.

As tuas pernas afogam-se em poços de água, eu tenho os braços engessados numa parede violenta 
porém beijamo-nos na boca lenta da madrugada.

O meu nome acordou povoado pelo teu nome.






Vasco Gato
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Tudo é vário. Temporário. Efêmero. Nunca somos, sempre estamos!