sexta-feira, 20 de abril de 2012

Do amor que fica!


Quando um dia nada mais houver;
Quando finalmente não mais ecoarem pelas paredes
os gritos de crianças a brincar no recreio
e toda a humanidade for afinal pó;
Restará ainda assim o meu amor por ti
como no primeiro dia
preso ao cheiro dos teus cabelos
caído no amante que sempre pretendi
e que conferiu a essa virtude humana
de ser um caminhante errático,
o mais elevado sentimento
de quem fixado com alma ama...




Gastón Peke Cuadernos
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