Pouco sabe da tristeza quem, sem remédio para ela, diz ao triste que se alegre; pois não vê que alheios contentamentos a um coração descontente, não lhe remediando o que sente, lhe dobram o que padece. (...)

Uma coisa sabei de mim: que queria antes o bem do mal, que o mal do bem, porque muito mais se sente o porvir, que o passado; e a morte, até matar, mata.(...)
No mundo não tem boa sorte senão quem tem por boa a que tem. E daqui me vem contentar-me de triste.



Luís de Camões
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Tudo é vário. Temporário. Efêmero. Nunca somos, sempre estamos!