Estou sentado à beira-mar, olhando o mar sem o ver,


Estou sentado à beira-mar, olhando o mar sem o ver.
Voa no meu pensamento, a dança e contradança de lembrar e esquecer.
Não sei se vou esquecer. E enquanto sei e não sei;
Estou sentado à beira-mar, olhando o mar sem o ver.
Na tal dança, contradança de pensar e não pensar, pressinto que vou sentir lágrimas no meu olhar.
E enquanto sinto e não sinto, atiro pedras ao mar.



Milan Kundera

*Alguém sentado à beira do caminho
Jamais entenderá o que eu sinto agora
Sou levado pelo movimento
Que a sua falta faz
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Tudo é vário. Temporário. Efêmero. Nunca somos, sempre estamos!