CHOREI: Pela culpa. Toda a culpa. Minha. Sua. Nossa culpa...

Chorei pela guerra cotidiana. Pelas tentativas de sobrevivência. Pelos apelos de paz não atendidos. Pelo amor derramado. Pelo amor ofendido e aprisionado. Pelo amor perdido. Pelo respeito empoeirado em cima da estante. Pelo carinho esquecido junto das cartas envelhecidas no guarda-roupa. Pelos sonhos desafinados, estremecidos e adiados. Pela culpa. Toda a culpa. Minha. Sua. Nossa culpa.

 

Caio Fernando de Abreu

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Tudo é vário. Temporário. Efêmero. Nunca somos, sempre estamos!