Respiro o teu corpo:
sabe a lua-de-água
ao amanhecer,
sabe a cal molhada,
sabe a luz mordida,
sabe a brisa nua,
ao sangue dos rios,
sabe a rosa louca,
ao cair da noite
sabe a pedra amarga,
sabe à minha boca. 






Eugênio de Andrade


*E depois... Depois, mas nada sei.
**Bom sábado!
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Tudo é vário. Temporário. Efêmero. Nunca somos, sempre estamos!