quero-te assim: longínquo e doce.... Terno e ausente...

Quero-te

no secreto segredo de dizer-te
na asa da brisa repousada
no fulgor deste sol
no arrepio da água na levada
no sobressalto da pedra na falésia
no silêncio dos cumes
na claridade das madrugadas brancas
no respirar noturno das ruelas
no calor do vinho a perfumar a boca
na solidão das mãos
na fímbria do desejo

(quero-te assim
longínquo e doce
terno e ausente)

só posso desejar-te nas palavras...




Maria Aurora Carvalho Homem
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Tudo é vário. Temporário. Efêmero. Nunca somos, sempre estamos!