Mas tu vieste

Do coração da noite?
Dos braços da manhã?
Dos bosques do Outono?

Tu vieste.

E acordas todas as horas.
Preenches todos os minutos.
acendes todas as fogueiras
escreves todas as palavras.

Um canto de alegria desprende-se dos meus dedos
quando toco o teu corpo e habito em ti
e a noite não existe
porque as nossas bocas acendem na madrugada
uma aurora de beijos.


Joaquim Pessoa
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Tudo é vário. Temporário. Efêmero. Nunca somos, sempre estamos!