quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012


mais do que um sonho: comoção! sinto-me tonto, enternecido,
quando, de noite, as minhas mãos
são o teu único vestido.


e recompões com essa veste,
que eu, sem saber, tinha tecido,
todo o pudor que desfizeste
como uma teia sem sentido;
todo o pudor que desfizeste
a meu pedido.


mas nesse manto que desfias,
e que depois voltas a pôr,
eu reconheço os melhores dias
do nosso amor.




David Mourão Ferreira
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